
O Senhor criou Adão para o propósito primeiro de descansar Nele, ou seja, se deleitar Nele. Estar com Ele. Para isso, o Senhor deu a Adão a responsabilidade de preparar o ambiente onde eles se encontrariam: o Jardim do Éden.
Éden, de acordo com Rita Moura, (in Corações Ardentes Protocolo Espiritual, lição 8 – A Lei do Descanso), significa lugar de deleite, de descanso. Quando Deus terminou sua obra em seis dias, ele descansou, isto é, se deleitou naquilo que fez, apreciou ao ponto de parar tudo para que, durante um dia inteiro, Ele pudesse “curtir” essa obra perfeita.
O erro de Adão foi a má administração do jardim, fazendo com que ele pecasse e perdesse esse privilégio de encontrar Deus todos os dias na viração do dia.
Jesus é o último Adão, o Espírito Vivificante, porém, a obra de Cristo não se encerra Nele, mas sim, começa Nele. Ele restaura a condição de guardador do Jardim da Intimidade. Romanos 8: 15 e 16 fala que somos co-herdeiros com Cristo, isto é, tudo que pertence a Cristo a nós nos pertence. Sabemos que existe uma glória que não é nossa, a glória de ser chamado de Salvador, porém, as recompensas de filho é nossa como herança. Temos o mesmo acesso ao Pai, temos a mesma intimidade com o Senhor.
Sabemos também que nossa vida hoje não se baseia em coisas naturais, mas sim em coisas espirituais. Sabemos que o Reino de Deus está dentro de nós. Baseado nisso podemos crer que existe um jardim em cada um de nós e este jardim precisa ser conservado para que o Senhor do Jardim possa vir e comer dos seus frutos deliciosos.
Cântico dos Cânticos 4: 12 diz: “Jardim fechado é minha irmã, minha noiva, sim, jardim fechado, fonte selada”. No verso 16 diz, “vento... sopra sobre o meu jardim. Entre o meu amado no seu jardim, e coma dos seus frutos excelentes”. O Jardim é do Senhor, mas foi entregue para que a noiva cuidasse dele. Somos responsáveis por cuidar da nossa intimidade com o Senhor. Somos responsáveis pelo preparo dos frutos para que Ele venha e coma e DESCANSE no jardim, em nós, pois nós somos o jardim do Senhor.
É neste jardim que acontece o ápice da intimidade entre o noivo e a noiva, onde ela diz no cap. 7: 12 “ali te darei o meu amor”.
Como está o jardim que o Senhor entregou nas tuas mãos para que tu pudesses cuidar? Como está? Tu tens regado as árvores com lágrimas? Tens enchido ele do adubo da Palavra de Deus? Da Luz do Senhor? Como tu queres desfrutar dos frutos preciosos se não há frutos nas árvores do teu jardim? Como tu queres que o Senhor visite tua casa, teus familiares, tua igreja, se o jardim da intimidade está todo sujo e cheio de ervas daninhas?
Não estamos falando de um lugar físico. Hebreus 12 fala que “não chegastes ao monte palpável...” mas sim “ao Monte Sião, à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos”. Estamos falando de uma realidade em Deus mais real do que a própria realidade tridimensional onde vivemos. Como dizem as escrituras: Primeiro vem o natural, depois o espiritual. Primeiro veio o Primeiro Adão, o natural, a alma vivente, depois veio o espiritual, o espírito vivificante, o Cristo de Deus, e nós como co-herdeiros e responsáveis em cuidar do Seu Jardim de Descanso.
A partir do momento que tu estás lendo estas palavras, saiba que Deus está te convidando para viver estas coisas. Ele te dá a oportunidade de viver a Realidade do Evangelho. Depende somente de ti. Queres continuar no Egito? No Deserto? Ou preferes ir para o lugar de descanso, de deleite? Saber somente não é o suficiente, é preciso viver. Estas palavras foram escritas após a experiência de vida desta realidade. Que seja liberado sobre ti semelhante experiência e que esta cresça para a vida eterna, no pleno conhecimento de Cristo Jesus.
Que Deus nos dê a experiência de vida para vivermos esta dimensão que vai além de tudo e de todos. A realidade do Evangelho de Cristo.



